09/01/07

ausências...


Hoje deparei com este excerto da Sophia que tanto admiro, que povoa a minha imaginação de criança, o meu mundo tão só meu e que aqui trago hoje para partilhar

“Num deserto sem água
numa noite sem lua
num país sem nome
ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua”.

...e dei por mim a deixar abrir a fenda por onde passam as recordações...
as recordações do nosso amor.
Aquele pleno, onde todas as outras pessoas se diluiam e tu eras o sol absoluto, num firmemento onde só tu brilhavas e todas as outras estrelas eram de segunda grandeza. Onde ficávamos unidos mum abraço profundo, completamente esquecidos do resto do mundo!
Assim esquecidos...assim abraçados...assim saboreando... assim inebriados... assim...Lembras-te? Será que guardas dele alguma recordação?
Será que a Sofia sabia também, o viveu também, o sonhou, o idealizou, pois sobre ele, cantou!?
Será que ela também sabia...?????
foto R.

33 comentários:

Outsider disse...

Que bonito e que bela recordação que me trouxeste da sophia. Fizeste-me lembrar da primeira vez que li em criança o livro "A menina e o mar". Essa menina é bastante parecida contigo pois também adora o mar e vive intensamente os seus sentimentos...
Beijos.

Kaos disse...

Não sei se a Sofia sabia, mas que as tuas recordações são bem reais disso não ficam duvidas. Tu sabes e, ainda bem porque mereces esse conhecimento e muito mais.
bjs

Isa&Luis disse...

Olá menina,

Gosto muito de Sophia,

Fica o mistério se realmente sabia, creio que sim, a sua companhia era o mar sempre o mar.

Beijinhos

Isa

Amaral disse...

Vês como um amor dependente deixa sempre marcas profundas?...
Quando nos habituamos a ver no outro o único sol que brilha, quando nos passamos a considerar "de segunda", quando um abraço nos faz, repentinamente, "pequeninos" e frágeis...
O amor "prega-nos" destas partidas, porque é grandioso enquanto "dura"!...
Mas, quando é um amor sem condições, um amor pleno, igual, sem amarras ou dúvidas - transforma-se na forma mágica e ideial de abraçar a Vida...

Dora disse...

Fiquei presa no "abraço" que parece uma fusão tão cheia de completude! E fiquei desarvorada com a sensação da "ausência", que, pelo contraste, deixou tudo sem sentido...
Belas palavras, belos sentires...
Beijos de admiração.
Dora

Um Poema disse...

Certamente que Sophia o sabia pois descreveu-o, com a sua linguagem poetica única.
Um abraço

Bill disse...

Que maravilha... Tudo que que gosto no mesmo lugar...
Sophia e suas palavras que dobram o tempo...
E tu com seus pensamentos suaves e belos e nos mostrar o caminho dos dias melhores...
Recordações que nós afloram a alma...

Obrigado por isso dona moça.

Beijo na alma

:***

Luiz Carlos Reis disse...

Um texto pulgente e intenso. Sublime, pois marca uma realidade, ainda que subjetiva, daquilo que sentimos ou vivemos.

Amplexos para tí!

ALF O Extasiado disse...

que bonnito esse excerto de sophia. e bastante lindo sua reflexão.
Estás profundamente tocante.

beijão
:)

diabinho disse...

Por vezes ausentamo-nos no reino das recordações... mas convém voltar e viver a vida em tempo real...

Beijinhos

ETzinha disse...

Quem amou sabe... Beijos.

Plum disse...

Acredito que a Sophia sabia!Pois só quem sabe escreve daquela maneira!tal como tu!abraços!*

Fernanda disse...

Adoro Sophia !!
Recordações são como estrelas, conosco noite e dia, sempre esperando pelo próximo aparecimento!

Saudades!!
Bjs

choices disse...

Não conhecia esse poema, mas é lindo...
A Sophia tinhas histórias maravilhosas e poemas magníficos...
=)

Jorge P.G. disse...

Estou em crer que sim, que sabia... tão bem, que assim o cantou!

Um abraço.

Jorge G - O Sino da Aldeia

gato_escaldado disse...

... - " E Vossa Eminência também amou?"
- "oh, se amei! pode lá viver-se se ter amado um dia..."

Puuuuummmm!...

Beijo

Caçador de Palavras disse...

um belíssimo momento na companhia sempre refrescante de sophia

;-)

Plum disse...

Passei para te desejar um bom fim de semana!Abraços!*

Bosco Sobreira disse...

O que fica de tudo é o amor.
A memória é nossa única aliada. E aos poetas, como você, a maestria das palavras, levando aos outros emoções antes privadas.
Belo poema, Poeta.

Francisco Sobreira disse...

Cara Teresa,
Imagino que essa Sophia seja a Brayner (não sei se a grafia está correta), não? Poeta muito boa. E, como um mote dos versos dela, faz outros tão bonitos e sensíveis. Olhe, se você puder passar ainda hoje pela minha casota, poderá comer bolo e refrigerantes. Um beijo afetuoso.

Rui Martins disse...

sofia sabia porque uma parte de sofia vive em todos nós, assim como uma parte de todfos nós vive também em cada poeta. E esta comunhão é o grande mistério e maravilha da poesia...

as velas ardem ate ao fim disse...

Não há outro inverno além da solidão.


bjinhos

Isa&Luis disse...

Sabia com certeza, senão não o teria cantado!
Um beijo
Luis

Fernanda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda disse...

Sei que já comentei. Mas voltei para lhe desejar uma linda semana.

Bjs no coração!

Amaral disse...

Hoje, o meu comentário é bem curto:
"Faz feliz a parte de Mim que és tu!", que talvez queira dizer: "Teresa, faz Deus feliz!"
No meu sítio, tentarei explicar!...

Kaotica disse...

Sophia sabia demais. Não sei se teve um amor assim como o Sol mas pelo menos soube imaginar melhor do que ninguém como seria. É por causa dessa sabedoria e da certeza das utopias poéticas que eu tanto gosto de poesia. Esse poema toca todos os que amam ou já amaram e ainda alguns que mesmo sem um amor solar desses sabem bem imaginar como seria bom se existisse, se não estivesse ausente.
Desejo-te uma óptima semana seguindo esse sol que te ilumina ou mesmo levando-o contigo na bagagem da tua memória. Bjos.

collybry disse...

Saberia...Porque se renasce a cada instante, no amanhecer, bjoca

Passageiro do Tempo disse...

Um dos poemas mais belos e de que gosto mais de Sophia Mello Breyner.... fantástico texto, cheio de uma intensa honestidade...
Parabéns!

douglas D. disse...

Olá!!

pintoribeiro disse...

Passei, abraço,

legivel disse...

É bem provável que sim.
Quem não recorda o grande amor vivido? aquele que estava para além de tudo e de todos? (parece heresia, não é?).
Mais tarde há que cantá-lo em estilo próprio... como tu cantaste (e bem) o teu.

beijinhos.