20/03/06

escrita a duas mãos

Hoje eu te canto, porque sublimar o amor é imortalizá-lo...partilhar as coisas que nos são comuns, tornando-as num só abraço...
"Se eu pudesse ser todas as coisas seria,
Não por vaidade, mas por alegria
De saber que sabia!
De compreender o todo e não ficar pela metade!

Mas deixa que os meus sonhos sejam pombas
Que voem loucas e que regressem
Que se cale o estrondo das bombas!
E nos passos da paz se apressem!

Quem quer voar comigo?
Fazer de todos um amigo
Porque agora sei de tudo,
E de espanto reverente fico mudo!"

... Vem, ofereço-te as minhas asas
para juntos percorrermos mundos comuns
quero ser o alimento, a rocha, o vento...
quero contigo subir à montanha
contemplar o verde do prado, o mar...
estender-te estas mãos, dar-te este sorriso
levar-te comigo, e...fazer-te sonhar!
Lá onde não há vazios
nem tristezas
nem depressões
nem pobrezas
nem guerras...
Lá onde escrever não é dor, mas alegria
não é agonia, mas liberdade
onde as palavras são cavalos à solta
por verdes prados!
sim, ficaremos Lá
na terra de todos os sonhos...
e nunca mais haverá desdita
nem dentes a ranger
nem crianças a gritar
nem pássaros em gaiolas
nem grades nas janelas
nem rostos tristes
nem noites cheias de solidão
nem desamores
nem desencontros
nem desencantos...
somente o sol brilhará
e haverá sempre a alegria da partilha!!!
Vem comigo, estendo-te o meu abraço

2 comentários:

mitro disse...

Consegues abraçar o mundo inteiro? Ele precisa, ainda mais do que eu...

Anónimo disse...
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