27/11/10

Ao romper do sol...




Sim,
procuro-te nos ventos mais agrestes, nos verdes ramos, nos penhascos
que se debruçam sobre ti, mar.
Sim, procuro em todos os azuis que os
meus olhos ainda que fechados, alcançam.
Procuro-te sim, mas apenas me
encontro cada dia mais a mim...e tu?
és sombra que te diluis mal o sol quer romper...
estendo-te a mão, ...
estendes-me a mão, mas tanta a distância...,
essa força que em vez de aproximar, suga, para o nunca mais...

6 comentários:

alice disse...

também gosto de estender as mãos para o sol :) e estender o corpo, também. um beijinho, teresa bonito.

© Piedade Araújo Sol disse...

T.

andas inspirada....gostei muito.

beij

Mar Arável disse...

As distâncias

são um modo de olhar

Graça Pires disse...

Estender a mão e procurar em todos os azuis os gestos mais generosos.
Obrigada Amiga.
Um beijo

AC disse...

Procurar é um percurso natural em todos nós, e que permite diálogos (desabafos) ao longo do processo. Este, no caso, é inspirador...

Beijo :)

Nilson Barcelli disse...

Há procuras que resultam outra coisa que não a desejada...
Querida amiga, gostei imenso do teu poema.
Beijos.