24/01/08

milagre...


Livre e descuidada, a menina curiosa, observava tudo e todos à sua volta e questionava-se.

Ainda não era capaz de juntar aqueles sons todos que ouvia e lhe eram dificeis de entender.

Olhava com toda a atenção para as outras crianças maiores que mexiam os lábios e mexia os seus, embora sem qualquer sentido prático.

À medida que ia juntando acordares, os sons começaram a fazer-lhe sentido. Experimentou pedir ajuda à língua, aos lábios, à garganta aos seus dentinhos mágicos e...o milagre da fala nasceu!

Que alegria, que liberdade, que prazer equilibrar-se nos sons, experimentar o espanto na cara dos adultos...a menina fala, olha que linda, olha o biquinho dela.

Finalmente já podia perguntar as coisas que lhe bailavam na mente e estavam por ali guardadas à espera de sairem.

E perguntava, perguntava, mas...Esta alegria seria sol de pouca dura. Os adultos não gostavam de perguntas.

14 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Uma bela história, afinal o retrato fiel do que se passa na realidade.

Os porquês das crianças nem todos são respondidos. E também há muitas respostas evasivas...

Bom resto de semana, beijinhos.

Amaral disse...

Que ternura, tb!!!
Tenho uma netinha que revi nesta tua tua "história" e só espero que não acabe com este final.
Os adultos (eu) tentarei responder a todas as dúvidas que ela tiver - e serão muitas, muitas, muitas...

joão marinheiro disse...

Ternura de palavras e uma grande verdade minha querida amiga.
Tantas e tantas vezes esquecemos que devemos sempre ser um pouco crianças por dentro, e queremos ser adultos à força. Olha o resultado...
Abraço junto ao mar

Francisco Sobreira disse...

Cara Teresa,
Que bom ver você escrever um texto em prosa. Talvez já tenha dito isto uma vez e, se for o caso, vou repeti-lo: seria um prazer para os seus leitores que, vez por outra, você experimentasse a prosa,para produzir textos como este. Um beijo afetuoso e um excelente fim de semana.

PiresF disse...

O descobrir do mundo ou a desilusão no humano. É isso amiga, os adultos e as suas pressas, deixam o melhor da vida para trás, enfim… seremos burros? Certamente.

Gostei especialmente: “À medida que ia juntando acordares”. Lindo.

Grande abraço.

© Piedade Araújo Sol disse...

Uma bela historia que aqui compartilhas com todos nós.

Linda

Beijo de amizade

Betty Branco Martins disse...

Querida TB





______________cheguei!!!
agora é só_____um olÁ:)



e_________de todo coração__________




agradecer____________a visita na minha ausência


____________voltarei mais tarde
para ler e_____________comentar





beijOs com carinhO

Nilson Barcelli disse...

Como não novo post, deixo-te beijinhos e os votos de uma excelente semana.

Plum disse...

Mas que nunca se acabem os porquês nem a mágica curiosidade das crianças!Abraços!***

hfm disse...

Não gostavam e não gostam.

Miguel Augusto disse...

Infelizmente muita gente não gosta de perguntas... têm medo da pergunta, têm medo do porquê!

tuga disse...

Tenho filhos e nunca uma pergunta ficou sem resposta por mais inconveniente que fosse. Foram e são dadas com todos os pontos nos IIIssss,sejam elas em Português vernaculo, ou mais apurado ((a inocencia ainda mora naquela cabecinha)

António disse...

Olá, Teresa!
Após mais de um mês um tanto atarefado, vamos ver se reato uma actividade bloguística mais parecida com a que tinha anteriormente.

Beijinhos

*CC* disse...

Por falar em perguntas, tem algo pra ti lá no BALAIO DE LETRAS.

Beijos do amigo *CC*