27/03/11

Voar


És ave
Nasceste com asas nos olhos
não os feches
não as deixes queimar
Agarrar
Cortar
Sempre houve quem
Se aprontasse de tesoura aberta
Para cortar voos
Por mero despeito,
Ciúme,
Ou simplesmente
Desespero
De não poder voar
Porque nem todos nascem
Com asas
Nos olhos.
Agradeço a foto ao Z

25/03/11

Céu...

- O que trazes aí escondido na palma da tua mão?
- Um balão.
- Um balão?
- Sim. Para voarmos os dois...


imagem encontrada na net

24/03/11

Gritos de papel

É já na sexta-feira próxima, que a amiga Filipa Epifânio vai lançar o seu primeiro romance.
Será um ponto alto na sua vida e por isso aqui fica o convite e um beijinho meu, com votos de grande sucesso!

21/03/11

Primavera!


Dobrada pela cintura,
foucinho na mão,
Cortas com desvelo
pedaços de Primavera
que carregas à cabeça
Sabes da cor
De tão preciosa carga
Não lhe conheces o nome,
Apenas o cansaço e suor
Da urze e da carqueja, conheces a flor,
Sorris,
Sabendo apenas
Que irá ser conforto de estômago e corpo
De outros seres,
Que conheces pelo nome,
e te irão um dia também
mitigar a fome.
Sorris do cansaço que negas ter,
Sorris do peso da Primavera
Que negas sentir,
Sorris apenas
E segues o teu caminho
Indiferente
Ao meu olhar que se orvalha...

Uma menina que encontrei nas minhas deambulações e a quem tirei uma foto com a sua autorização. O rosto ficou na sombra com um propósito. Por isso a coloco aqui.grata!

20/03/11

A ti, Graça Pires!

O dia vestiu-se de sol e azul para acolher gente bonita unida por fios mais invisíveis do que teias de aranha, prontos a unir-se formando a colcha de renda...
A poeta Graça Pires deu o mote, tocou o tambor do chamamento que todos esperavam para meterem pés a caminho...apresentação do seu novo livro: "A Incidência da Luz".
Local de encontro: Biblioteca Municipal de Cascais.
E acorreram, vindos de todos os cantos deste nosso belo país as gentes, que unidas na mesma causa, a poesia, acudiram ao chamamento.
E foi bom ver os rostos sorridentes como aquele sol que nos aquecia os ombros por fora como o sorriso aquecia os corações por dentro.
Braços no ar em que a mão era o complemento do sorriso em acenos de gostar!
A IMF no seu jeito próprio de quem pede desculpa por ali estar, abriu a boca e soltou a genialidade da palavra, a sua!
A Alice, numa voz calma e pausada, deu a conhecer aos presentes o posfácio da sua autoria e que se pode encontrar no final deste pedaço de poesia onde a luz incide.
O vitor Mateus, A Gisela, o Rui e tantos outros da assistência de que desconheço o nome, agraciaram a presença e a dádiva da autora, lendo de forma sentida, poemas que escolheram deste livro.
e eu, qual pena de pássaro esvoaçante, também lá estava com o sorriso no olhar e tentando registar o momento.
Perdoem a foto porque a minha vontade é muito maior do que o trabalho final. :)
a todos um beijo enorme, porque adorei rever os amigos já conhecidos e conhecer as novas caras por detrás das palavras!
Bom domingo!
 
A ti, Graça o meu obrigada de uma forma particular pela generosidade da partilha de tão lindos sentires que nos chegam bem fundo da alma.

18/03/11

Simplicidade

Na sua singeleza rebentou do ventre da terra
abriu os frágeis tentáculos
entrelaçando quem lhe tinha dado vida,
ergueu os olhos ao sol,
confundiram-se os amarelos...
... na Serra do Socorro

11/03/11

Escrita com luz

Porque vai ser um momento ímpar e porque gosto da autora e do que escreve. E com o selo de garantia de Isabel Mendes Ferreira... não esquecendo a Alice Macedo Campos cuja escrita é muito própria.
Eu vou estar e espero que muitos outros amigos também.

(Clique em cima para ampliar a imagem)

10/03/11

tarefas

A dignidade não está na tarefa que fazes, mas na forma como a fazes...

foto: pintura de Georges Seurat

08/03/11

Mulher

Tu mulher,
sejas sempre
flor entre as flores,
companheiras de vida de homens também!

27/02/11

Amor


A morte vestiu-se de barco em corpo de água...
Tinha asas e voava, alegre e feliz percorrendo o céu, namorando o mar, banhando-se nas suas ondas em alegres gritos de prazer sempre que recolhia no seu bico o alimento da vida, dádiva que agradecia.
Apreciava durante os seus voos tantos olhares de quem sonhava como ela, voar livre amando  o mar.
Tinha asas e voava, mas... como todos os seres vivos que habitam este planeta, sabia da sua finitude e que chegaria o seu ponto de partida. O dia em que sobre as suas asas sopraria um vento leve e frio derrubando-as na areia que lhes seria manto e mortalha.
Tinha vivido cada momento e quando se diluísse iria ser parte desse mar que tanto amara em vida, por isso partia feliz de onde e para onde sempre pertencera...


foto de Z. a quem agradeço

18/02/11

esvoaçando 1


Bom amigo,

Entendo da tua necessidade de saber se me sinto bem. Entendo-a por mim.
Sabes que felizmente os dias não são iguais e sou pessoa de pegar numa
vassoura e vassourar nuvens negras...
Nem sempre, no entanto, temos a força necessária, para tantas agressões exteriores a nós, a que somos diariamente, sujeitos...
Mas sim, hoje o dia acordou risonho, fui à praça da rua comprar fruta, legumes e outras coisas necessárias à alimentação da família, ajudei e fui ajudada e por isso só tenho de dar graças pelo que me é dado. Além disso tenho as tuas palavras sempre amigas e ternas que ajudam a encher os dias de um pouco mais de sol...
Envio-te algo hoje, que sei e entendo pertencer à chamada cultura mas que para mim (isto é um segredo que te revelo) não tem qualquer valor. É austero e sempre que olho para esta concentração de riqueza, vejo a fome e sofrimento de tantos povos para que isto se materializasse e materialize em nome de um Deus que sendo amor, querem transformar em fausto e glória de bens terrenos.
Afinal nascemos, vivemos, morremos e tudo fica,  até que o tempo o apague na sua borracha impiedosa, dizem uns, eu direi apenas inteligente...
Sei que sou esquisita e estranha. Tenho vivido com este estigma desde tenra idade de tal modo que já me é pele,  por isso te digo este segredo por saber que me entendes e me aceitas com toda a minha estranheza,  tal qual sou.
E assim, porque hoje é sexta e amanhã dizemos adeus à rotina que tanto nos "aperreia" o viver,  te envio beijos na ponta dos dedos soprados com um sorriso
para que o dia te seja um pouco mais...

Com amizade, até outro momento

TB


foto de uma catedral de Milão

06/02/11

Egos


Por cima dos canteiros onde os pais cultivavam os mimos para a sua subsistência havia  sempre uns seres que a menina achava imensamente engraçados, por tão ridículos.
Não eram assim de pele como ela e as outras crianças, mas sim feitos de palha, os braços e as pernas eram de pau e sempre com um chapéu, também feito de palha, na cabeça. Pensava a menina que fosse para se protegerem do sol e da chuva pois que permaneciam imóveis dias e dias...
Ela costumava ficar por ali admirando aqueles seres bizarros. Os pássaros vinham em bandos namorar as “novidades” verdinhas e viçosas e poisavam em cima destas figuras tornando-as ainda mais estranhas.
Um dia a menina perguntou à mãe:
- Mãe, para que servem estes seres, por ali sempre imóveis nos canteiros?
A mãe sorrindo respondeu:
- São para afugentar os pássaros.
- Então porque pousam os pássaros neles? Parecem ter pouco medo- respondeu a menina.
- Sabes, os pássaros são sábios.
Eles sabem que são apenas figuras de palha. Pela vida fora irás encontrar muitas figuras assim...


foto da net

23/01/11

A Pastora de Palavras


Tinha nascido menina bela, com uns olhos onde cabiam todos os mares, a cabeça adornada de belos cachos loiros como uvas maduras beijadas pelo sol do Verão, um sorriso mais brilhante que o mais belo luar de Janeiro e uma doçura que encantava o bosque onde nasceu.
Tão bela criatura tinha de ser abençoada.
No bosque viviam as fadas, seres encantados que apenas as crianças viam e ouviam, e que tinham poderes especiais que davam aos meninos que se portavam melhor , obedientes aos pais e amigos de todas as criaturas do Bosque.
A bela menina, andando por ali distraída vendo as flores e as borboletas que com todas aquelas cores, quase se confundiam com elas, ouviu uma vozinha falando baixo e suavemente que lhe disse:
- Linda menina, eu sou a tua fada madrinha, vim porque tenho um poder especial para te dar. O que queres ser durante a tua vida?
A menina, apanhada de surpresa, ficou calada. Ela gostava muito de ver os animais do Bosque, as flores, as borboletas, as árvores, os tapetes de musgo verdinho no Inverno, e sobretudo os rebanhos de ovelhas e cabras que costumava apreciar pela orla do bosque como pontinhos multicolores destacando-se do resto da paisagem, enquanto o pastor encostado ao seu cajado, por ali ficava olhando a paisagem e o seu rebanho conversando com os cães pastores e lhes assobiava para juntar os animais. Então a menina disse à fada:
- Quero ser pastora!
A fada ouvindo aquele curioso pedido, disse-lhe:
- Assim será! No entanto serás Pastora não de animais mas sim de Palavras. Dito isto, tocou-lhe com uma varinha que tinha na mão, mais parecendo uma estrela de tão brilhante, e foi-se embora.
A menina ainda mal refeita da surpresa começou a apalpar-se para ver o que tinha mudado e não encontrou nada diferente.
Passou o tempo, a menina foi crescendo,saiu do bosque para outro local e foi para a escola. Estudou muito, sempre estudiosa e dedicada começando a sentir um gosto e carinho especial pelas palavras.
A paixão foi crescendo à medida que o tempo passava e a menina se ia tornando adolescente e mulher e de tal ordem a foi acompanhando que se tornou uma escritora ímpar.
Viajou, conheceu outros países com pessoas diferentes e modos de vida diferentes, sempre com o afã de saber mais e adquirir mais conhecimento enriquecendo assim a sua existência e essência.
Quando se sentava para escrever as palavras nasciam em cascata do seu pensamento e passavam pelos dedos como rios. Senhora conhecedora do visível e do invisível, do dizível e do indizível, dos mistérios de deuses e anjos, e da imensidão entre o céu e o mar, tudo sabia e tudo escrevia, como se dentro dela todas as fadas encantadas tivessem morada e todas as estrelas fossem sua morada.
E eu que tive o privilégio de a conhecer  e de me encantar com a sua escrita sublime, com a sua forma de ser humilde, com o seu sorriso meigo, doce e algo envergonhado, quase pedindo desculpa por existir, faço este pequeno registo, antes que chegue o dia em que a folha que sou caia e se dilua na finidade dos dias, para que a memória não se perca pelos tempos...


Dedico estas palavrinhas à Pastora de Palavras,autora das pérolas cuja capa trago aqui, e de outras iguais. 
Com toda a minha estima, amizade e gratidão.

16/01/11

A menina do rio


Era uma vez uma aldeia muito bonita espalhada por montes, por onde as casas se iam distribuindo como se fossem árvores.
Esta aldeia era quase em tudo semelhante a todas as outras.
No vale havia uma várzea verdejante, contente em ter por companheiro o rio que a serpenteava, de água tão límpida e transparente que mais parecia prata, quando o sol com os seus reflexos a beijava e onde as enguias e outros peixes corriam alegremente alimentando-se de coisinhas pequenas que iam apanhando ao longo da corrente.
Nas margens do rio havia salgueiros, amieiros, choupos, loureiros e outras árvores cujo nome a menina desconhecia.
Havia ainda silvas que a cada Primavera se cobriam de flores belíssimas, de um rosa desmaiado e que faziam as delícias das abelhas e besouros.
A menina sabia, porque por ali andava sempre namorando o rio e tudo o que acontecia à sua volta, curiosa e ladina, de tal forma que lhe chamavam a menina do rio, que aquelas flores agora tão pequenas e tímidas iriam transformar-se em belas e suculentas amoras pretas lá mais para o Verão, e que fariam as suas delícias e a dos outros meninos como ela.
O amor pelo rio tinha-lhe vindo desde tenra idade, tão pequenina era que mal se sustinha em pé ainda, mas já acompanhava a mãe que ia lavar a roupa. Às vezes ia no alguidar que a mãe transportava à cabeça e ficava sentada ao abrigo da copa de uma oliveira, enquanto a mãe lavava a roupa. Mais tarde, já ela ia também ajudar, nasceu-lhe um grande amor pelo rio e suas criaturas.
O amor da menina pelo rio foi crescendo à medida que as pessoas menos importância lhe davam.
Começaram a jogar para o seu ventre as coisas mais incríveis: lixo que se ia acumulando mais e mais e que a menina via e se sentia totalmente incapaz de fazer parar.
O rio começava a ficar doente e a menina entristecia a cada dia mais e mais.
Então, a Mãe Natureza que a tudo assiste, umas vezes calada outras gritando de forma a que se faça ouvir, vendo a tristeza do rio e da menina, chorou, chorou, chorou juntando as suas lágrimas às da menina e do rio.
As lágrimas, em forma de chuva começaram a encher o rio e o lixo que lá estava acumulado e que ocupava muito espaço, não deixava a água correr.
Foi enchendo, enchendo até não caber mais e transbordou alagando a bela várzea e levando consigo as verdejantes culturas e tudo o que se atravessava à frente.
As pessoas, vendo aquilo, levavam as mãos à cabeça amaldiçoando a sua sorte.
Mas a menina do rio, disse-lhes:
Vocês é que tiveram a culpa. Não respeitaram o rio nem as suas margens, encheram-no de lixo e ele chorou. É a forma que a Mãe Natureza tem de vos dizer que devem parar e inverter o caminho.
As pessoas em silêncio e algo envergonhadas por uma menina lhes dar uma lição escutaram as palavras e prometeram que iriam limpar o rio, mal a chuva parasse.
Como todos sabemos, a Mãe Natureza escuta as palavras que vêm dos nossos corações e por isso, parou de chorar. O sol apareceu sorridente secando a água que voltou ao normal e as pessoas todas juntas limparam o rio ficando este de novo belo, com a água transparente correndo livre e cantando de pedra em pedra.
O solo ficou fértil dando de novo lugar às mais belas e verdejantes culturas.
As crianças na escola aprenderam que se deve respeitar a Natureza porque todos fazemos parte dela.


Nota: Escrevi esta pequena história para oferecer aos "Ursinhos Carinhosos" que desenvolvem um trabalho em parceria com uma escola de Portugal,sobre um dos nossos rios.
Com um beijinho carinhoso.

A foto é da net.

15/01/11

linhas...

...de um sorriso de um simples fósforo se faz luz crepitante que espalha o seu calor aquecendo os corações ao seu redor...


foto: minha

10/01/11

Olhares

De pedra em pedra
enquanto o sol espreitava
namorando as folhas do amieiro
que alegre por ali crescia
olhando lá do alto,
estendendo os braços ao céu,
corria, indiferente ao rumor do vento,
dos humanos barulhentos,
às suas angústias ou anseios...


Foto: minha

30/12/10

Dias de estrelas!

Era uma vez um mundo encantado onde a luz renascia a cada passar de ano, nas mãos das crianças.

Estas, espalhavam-na ao seu redor fazendo nascer estrelas...

Que cada dia seja um dia de luz e estrelas, na vida de cada um...

A todos os que me acompanharam neste ano que se despede, e a todos os que passarem no que desponta

deixo o meu beijo agradecida.

Feliz Ano Novo!


A pintura é de Togedher

22/12/10

Boas Festas!

Neste rasgão de luz, que perpetuará os tempos dos tempos deixo mil bolas e em cada uma delas, um desejo meu e vosso...
Boas Festas com um beijo da

tb



foto: de Z. a quem agradeço

03/12/10

pescador de reflexos e sonhos


O sol quase desaparecia já no horizonte. O pescador saltitava de pedra em pedra, equilibrando-se em cada ravina, pico, ou onda para captar o melhor reflexo.
Por vezes ficava parado, olhando apenas. Esperando que a maré lhe trouxesse a tão desejada pescaria que há muito almejava.
Naquele dia, queria apanhar o sol a espreguiçar-se sobre o mar entregando-se nas ondas e nelas desaparecendo feliz.
Tão absorvido andava no seu intuito que nem se apercebeu de um serzinho minúsculo que o olhava e seguia atentamente todos os seus movimentos.
Nisto, uma onda, mais ciumenta dos reflexos do céu a espalharem-se reflectidos na água que beijava lentamente a areia e preguiçosamente se deixava escorregar,  lentamente como que a desafiar o olhar e atenção do pescador, de tal forma que se confundiam o chão com o céu e o obrigava a concentrar-se nelas, como se tudo à sua volta desaparecesse, levantou-se, revolta e splash! – molhou-o todo.
Enquanto torcia as roupas encharcadas, o pescador viu os reflexos do sol, desaparecerem escurecendo o dia e deixando antever uma figura em forma de nau vagueando pelas nuvens.
Assim, enquanto olhava estupefacto à sua volta, reparou na criatura ínfima sentindo um estremecimento interior.
- Quem és tu, perguntou ele contendo a admiração.
- Sou um ser que vive no mar e nas nuvens e que gosta de te vir admirar no teu afã de pescar sonhos, nuvens, reflexos do céu no chão e no mar, respondeu o ser.
- E o que estás aqui a fazer? Nunca te vi em outras vezes, tantas que por aqui ando.
- Sempre estive e estarei aqui, respondeu o ser. Sou o teu sonho e por isso te acompanho sempre.
- Então porque só agora me falaste e eu te vi?
- Porque foi hoje que te descuidaste com a onda ciumenta e eu vim para te acudir – respondeu, continuando:
- Vês aquela nuvem que forma uma nau? – é onde eu me desloco normalmente quando me quero dar a conhecer. Vim buscar-te. Tenho lá um banho quentinho, com algas do mar e sais do céu, para te aquecer e onde poderás realizar os teus sonhos enquanto quiseres e continuar a pescar reflexos, pedaços de céu-mar e sonhos...

Foto de Z. a quem agradeço a amabilidade

27/11/10

Ao romper do sol...




Sim,
procuro-te nos ventos mais agrestes, nos verdes ramos, nos penhascos
que se debruçam sobre ti, mar.
Sim, procuro em todos os azuis que os
meus olhos ainda que fechados, alcançam.
Procuro-te sim, mas apenas me
encontro cada dia mais a mim...e tu?
és sombra que te diluis mal o sol quer romper...
estendo-te a mão, ...
estendes-me a mão, mas tanta a distância...,
essa força que em vez de aproximar, suga, para o nunca mais...